MAURO BENEVIDES

Posição Atual da Cadeira 39
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Carlos Mauro Cabral Benevides nasceu em Fortaleza-CE, no dia 21 de março de 1930.

Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 8 de maio de 1992 sendo saudado pelo acadêmico José Murilo Martins. Ocupa a cadeira 39, vaga pelo desaparecimento do escritor José Rebouças Macambira, cujo patrono é Araripe Júnior.

Ocuparam a mesma cadeira: Moreira de Azevedo, Beni Carvalho, Cruz Filho, Plácido Aderaldo Castelo e José Rebouças Macambira.

Licenciado em Letras pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará, em 1950. Bacharel pela Faculdade de Direito do Ceará, em 1952. É advogado, administrador e jornalista, tendo colaborado com o “Jornal da Manhã”, “O Nordeste” e “A Fortaleza”. Atualmente, escreve para “O Diário do Nordeste” e “O Estado”.

Notabilizou-se no campo da política como vereador à Câmara Municipal de Fortaleza (1955/1959); deputado estadual em quatro legislaturas (1950/1974); senador da República em duas legislaturas (1975/1983 e 1987/1995); e deputado federal. Foi presidente da Assembleia Legislativa do Ceará e do Senado Federal, ocasião em que esteve, respectivamente, doze vezes como governador interino do Estado e presidente interino da República. Entre suas atividades políticas assumiu as Secretarias do Interior e Justiça e da Fazenda e Educação do Ceará, e inúmeras comissões na Câmara de Deputados e Senado Federal. Na área financeira foi diretor do Banco do Estado de São Paulo-BANESPA, presidente do Banco do Nordeste-BNB, membro do Conselho Monetário Nacional, do Conselho Deliberativo da SUDENE e do Conselho de Administração do DNOCS.

Escritor, com variadas publicações de conteúdo humanístico, “traçou perfis de personalidades ilustres que se distinguiram nas letras, na política, na educação, na magistratura e no clero. Seus estudos foram apresentados na tribuna do Senado onde o representante do povo cearense esperava assegurar maior ressonância e o testemunho da admiração e do respeito da opinião pública nacional” (Murilo Martins).

Recebeu inúmeras honrarias, entre elas: Doutor Honoris Causa da UFC; Ordem do Mérito: do Congresso Nacional, do Mérito Naval, de Rio Branco, do Mérito Aeronáutico, Andrés Reyer, do Peru e as Medalhas: do Sesquicentenário do Senado Federal, do Parlamento da Alemanha Oriental, da Assembleia Nacional Portuguesa, do Parlamento (Knesset) de Israel, do Papado Paulo VI, do Pacificador e outras; Troféu Sereia de Ouro, em 1985. Em novembro de 2019, por iniciativa do Governo cearense, foi distinguido com a Medalha da Abolição – a maior láurea do Estado do Ceará –, no mesmo ano, tendo sido agraciado com a Medalha Iracema, pela Prefeitura de Fortaleza.

É sócio efetivo do Instituto do Ceará, membro da Academia Cearense de Retórica e acadêmico emérito da Academia Brasileira de Previdência e Assistência Social e, mais recentemente, da Academia Cearense de Administração.

Obras publicadas: Aspectos da problemática nordestina (1968); Autonomia das capitais (1975); As muitas lutas da vida de Juarez Távora (1975); O sesquicentenário do Senado Federal (1976); Algumas sugestões para o combate às secas (1978); O senador Pompeu (1977); Delmiro Gouveia e o desenvolvimento nordestino (1978); O sesquicentenário de nascimento de José de Alencar (1978); O significado da mensagem do Papa aos brasileiros(1980); O centenário de nascimento de Hermenegildo Firmeza (1981); Menezes Pimentel – O educador, o político e o homem público (1987); Virgílio Távora, político e estadista (1988); A transposição das águas do São Francisco (1994); e a série “Temas nacionais e problemas cearenses”.

Fonte: AZEVEDO, Sânzio de. Antologia da Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1994.